terça-feira, 11 de janeiro de 2011

as palavras que nunca te direi

eu grito o teu nome numa noite escura, eu pronuncio lentamente as letras do teu nome e depois a palavra «volta», enquanto a chuva cai sob mim. o frio congela-me o corpo, tu congelas-me o coração. grito mais alto, mas parece não resultar. tu não apareces, tu não voltas. no passado partiste vezes sem conta; eu esqueci que me magoaste, que me abandonaste, que me deixaste só e tu voltaste. desta vez não está a ser assim porquê? não há resposta. aliás, quem a tem és tu. mas tu não voltas, não consegues compreender, não consegues ver que esta dor dói, mas mais que isso: vai matando lentamente. as lágrimas parecem nunca acabar e vão sendo cada vez mais e mais. continuas sem aparecer e eu não sei o que fazer mais. tento gritar, a minha voz está rouca. perco a esperança de tu voltares novamente e recordo todos os nossos momentos até ao ínfimo pormenor. tudo tão fácil, tudo tão simples, tudo tão perfeito. mas agora eu percebi, tudo acabou. de vez!